Começo o dia a ver nas notícias que houve tourada ontem. Vi um toureiro ser levado pelo touro. Desejei que o touro o lançasse pelos ares fora e o homem desaparecesse into thin air (esta é a versão politicamente correcta do que me ocorreu na altura). Sou tão pacífica que por vezes me acusam de querer ser a nova Madre Teresa. Quero paz e amor no mundo, quero conversar para resolver todos os conflitos, quero ver toda a gente a conseguir dar a mão. E no entanto... quando dou conta destas "diversões" humanas, surge em mim uma raiva tão animalesca, tão brutalmente instintiva, que tenho até medo dos meus pensamentos. Sou capaz de desejar que outro ser humano sofra, o que é horrível e condenável. E nada condizente com a minha personalidade. Não desejo mal nenhum a quem me fez mal, mas desconfio que iria presa por muito tempo se apanhasse alguém a torturar um dos meus gatos.
Vim dar uma olhadela rápida nos emails de hoje (os mais antigos estão empilhados no meio de largas centenas de emails, é impossível ver tudo em meia dúzia de minutos. Há que esperar pelas férias para pôr a correspondência - e não só - em dia), e dei com este horror. O pequeno-almoço quase voltou cá para fora. Os meus olhos largam ódio e indignação. Lembrei-me imediatamente disto. Não me sai da cabeça aquele estudo que atesta que os psicopatas começam por ser crianças que têm prazer em causar sofrimento aos animais.
Fecho o computador, volto para a minha vida privilegiada com um nó na garganta e a perfeita noção da minha impotência. Resta-me a esperança de criar filhos com coração e passar valores altruístas e de compaixão, especialmente pelos indefesos, a algumas crianças (tento com todas, mas a influência dos pais é muito mais forte). Oxalá tenha razão quem defende que as almas reencarnam para pagar pelo mal que fizeram, e sejam obrigadas a passar pelo que infligiram a outros. Seja feita justiça, de um modo ou de outro.
Vim dar uma olhadela rápida nos emails de hoje (os mais antigos estão empilhados no meio de largas centenas de emails, é impossível ver tudo em meia dúzia de minutos. Há que esperar pelas férias para pôr a correspondência - e não só - em dia), e dei com este horror. O pequeno-almoço quase voltou cá para fora. Os meus olhos largam ódio e indignação. Lembrei-me imediatamente disto. Não me sai da cabeça aquele estudo que atesta que os psicopatas começam por ser crianças que têm prazer em causar sofrimento aos animais.
Fecho o computador, volto para a minha vida privilegiada com um nó na garganta e a perfeita noção da minha impotência. Resta-me a esperança de criar filhos com coração e passar valores altruístas e de compaixão, especialmente pelos indefesos, a algumas crianças (tento com todas, mas a influência dos pais é muito mais forte). Oxalá tenha razão quem defende que as almas reencarnam para pagar pelo mal que fizeram, e sejam obrigadas a passar pelo que infligiram a outros. Seja feita justiça, de um modo ou de outro.








